Esta reportagem foi escrita em 16 de junho de 2011 como prova da matéria Técnica de Reportagem, Entrevista e Pesquisa Jornalística I, ministrada pela Profª Drª Ana Maria Cordenonssi .
Obs: evidente que eu só a publico porque o resultado foi positivo, me rendendo um A e uma paz interior após dias de consternação profunda (que exagero, mas estava preocupada sim).
Obs 2: Uma reportagem sobre o Salão Universitário de Humor de Piracicaba edição 2011. Procurei corrigir os erros apontados pela professora, mas não sei se lembrei de todos. Porém sem aflições! (Por milagre) Eu tirei A, não?! Então não é nenhum erro escabroso que talvez tenha vazado.
Tenho dito. xP
No ano de 2011, o salão passa por sua 19ª edição. Entre a programação de abertura aconteceu a mesa redonda “Humor Gráfico, Design e Jornalismo” com participação de cartunistas de alguns dos veículos da comunicação brasileira de maior abrangência. Eduardo Baptistão, 20 anos no jornal O Estado de S. Paulo, Dalcio Machado, da revista Veja e maior vencedor brasileiro em concursos para desenhistas por todo o mundo e Gustavo Duarte, há 11 anos no jornal O Lance.
Salão enchendo. As cadeiras verdes abrigavam os diversos convidados, alunos, concorrentes e jurados do concurso. O Salão Universitário de Humor, simultâneo ao Salão Internacional de Humor de Piracicaba, deu seu veredito na noite de sexta-feira, 10 de junho, após o debate. As luzes se apagaram e os vencedores foram conhecidos pela plateia, que desenho após desenho, sazonalmente reagia com risadas e interpretações sobre as mensagens que os desenhos passavam através do silêncio causado pelo deslumbre ou pelo impacto das críticas.
Na anunciação do vencedor da categoria meio ambiente do Centro Cultural Martha Watts, Camilo Riani, coordenador do Salão Universitário de Humor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) desvenda:
- O prêmio é do... como é que é...? Saman Ahmadi do Irã!
A crítica atravessa fronteiras. Fronteiras tais que podem estar mais perto que o Irã, aliás. Questionados sobre a “tática” de burlar os fiscalizadores da ditadura usada pelos cartunistas do jornal O Pasquim, os convidados argumentam e fazem afirmativas sobre a necessidade de “maquiar” as charges para evitar problemas.
- Há sim como passar a mensagem e se fazer entender para o leitor sem dar nome aos bois para evitar processo. Dá muito trabalho, é bem mais difícl de fazer, declarou Gustavo Duarte.
Tema constante no debate, o limite e o bom senso foram destacados pelos cartunistas como necessário, mas algo adquirido ao passar do tempo. Porém a maior utilidade para essa sensibilidade não é o medo, mas o respeito a situações complexas, que mexem com o sofrimento de terceiros. A crítica à política deve ser feita constantemente. Dinâmica e, infelizmente, com muito repertório ela pede bastante do cartunista e surpreende também.
- Eu fiquei muito feliz quando vi o espaço da charge e principalmente por não ter nada escrito, apenas o desenho. Não esperava, diz Dalcio Machado a respeito do destaque dado a uma charge do ex-presidente Lula feita por ele que foi capa na revista Veja na edição da última semana de setembro de 2006.
Com algumas críticas aos jornalistas, eles, que também contribuem para a construção de uma sociedade mais reividicadora, consciente e participativa, reclamam seu espaço.
- Muitas vezes o jornalista me chama e começa a falar sobre as ideias dele para a ilustração da matéria. Algumas coisas não dão para fazer, ficam feias ou não darão certo com a diagramação e alguns não aceitam opinião, mas é claro que, como toda profissão, existem os mais bacanas, afirma Baptistão.
Ligados ao jornalismo, os cartunistas não se veem fazendo outra coisa. Mas se caso não tivessem abraçado essa profissão seriam jornalistas, talvez? Eduardo Baptistão confessa que seu primeiro vestibular foi para jornalismo, mas no fundo não teria como seguir a profissão.
- Eu desenho no barulho da redação, não sei como vocês jornalistas conseguem escrever, declara Baptistão.
E o casamento entre o design e jornalismo fica por esses termos, entre os tapas e os beijos, cutucando e causando o debate na sociedade, assim como se preza um bom jornalismo, através da crítica por várias formas. Aliada ao riso para, muitas vezes, não chorar.
Muito bom, Patrícia! Deu pra perceber no brilho dos seus olhos que você escolheu a profissão certa pra você. Futuro brilhante à vista. Continue na trilha. Beijo.
ResponderExcluirQueria agradecer aos elogios dos meus amigos Rodolfo Mondoni e Romeu Neto, além das professoras Sueli Aduan e Vadinéia Corbini que também me deram sua opinião sobre essa reportagem. Obrigada!
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