terça-feira, 29 de março de 2011

3D.texto

Direto da tumba este texto foi escrito em 16 de novembro de 2010  a partir das (+/-) 20 h para uma disciplina da faculdade.
Obs: este texto foi descartado, por assim dizer, não aproveitado, mexido  o suficiente para descaracterizar o original que aqui posto.
Obs 2: Esta é  uma forma de trazê-lo a tona e fazer jus a alguma coisa, mesmo que seja descobrir que ele realmente é ruim.
Obs 3: como eu estou querendo saber a qualidade dele (texto), então eu peço: Comentem! xD 

Incrível, fascinante e... Muito antiga!(????) Essa é a melhor definição para a tecnologia 3D. Muitos dos que viram Avatar podem estar se perguntando (ou melhor ME perguntando) como nomear de antiga a tecnologia que projeta os efeitos assistidos nas telas das salas do cinema? Difícil de acreditar, porém verdade, o primeiro filme 3D, “The Power of Love”, foi exibido em 1922 em Los Angeles, um amor que só tomou força agora, a tecnologia que começou a ser descoberta no século XIX encontrou seu espaço no XXI. 

A “novidade” se consagrou com a exibição do filme com maior bilheteria na história. Avatar nos faz pensar, se faz tanto sucesso por que as salas com tecnologia 3D não invadem os cinemas brasileiros?


Dinheiro. Está ai a resposta de nossas angústias e soluções, hoje os óculos não trazem mais as dores de cabeça causadas pelas lentes azul e vermelha de antes, porém o entretenimento custa e custa caro. Apenas para ter todo o equipamento seria necessário desembolsar cerca de 120 mil reais, fora a manutenção. Ai você já exclui as pequenas e esquecidas cidades do interior que mal sustentam suas salinhas únicas e a pipoca do Seu João.

Porém aos desesperados, nada de aflição! Não ter 3D não é o fim do mundo, o 2D não pode, nem deve ser desprezado. Ele (2D) não desaparecerá, a maioria dos filmes em três dimensões são animações, veja exemplos: Shrek, Up - Altas Aventuras, Toy Story 3 e por ai vai. Sintomas de um público mais crianção, o que acaba não excluindo ninguém. Bem, lendo isso, desespere-se!

terminado por volta das  21:53 

sexta-feira, 18 de março de 2011

Realidade: mercadoria do teatro sensacionalista. Jornalismo marrom, uma vergonha

escrito às 16:16 de 16 de março de 2011
Obs:  As fotos são dessa  qualidade inenarrável porque eu tirei enquanto assistia o filme
  

Um filme muito bom, eu não imaginava o tanto. Penso que meu impacto é causado por, de certa forma, eu fazer parte do mundo que retrata "Mad City", no Brasil trabalhado como O Quarto Poder. 



Bem, primeiro vamos nos contextualizar. Estava eu em mais um dia de boa da minha vida. Fui para a faculdade. Chegando lá, passado um pouco de tempo, um amigo meu me conta que a professora sem voz tentou falar com ele. Nosso balanço final: não vai ter aula. No final das contas a professora foi dublada por uma aluna (foi muito hilário). Mas a verdadeira ideia deste parágrafo é dizer que foi uma baita de uma aula. Ela escreveu que prestássemos atenção no jornalista em questão, interpretado por Dustin Hoffmann, e acredito que isto tenha me aguçado mais para perceber as coisas.

O filme é bem objetivo e infelizmente realista. Logo no início, naquela fase de apresentação de local e personagens, os equipamentos, como câmera e microfone, são mostrados por partes, fazem barulho como gatilhos. 

-É essa a intenção. 

Me disse uma amiga quando comentei a cena bélica. E não é apenas no filme, que todo aquele equipamento, é uma arma.



Ao longo do filme, que eu não vou contar (ha-ha!), uma estagiária simples vira uma carniceira sensacionalista, o mais "justo" na verdade era um omisso e não levava em consideração o interesse público, a estrela americana do jornalismo retratada no filme é um biltre e o principal só acorda para descobrir o quão pulha é quando perde o posto, o holofote, o prestígio, o dinheiro e enxerga a sujeira tão semelha nos "colegas" de emissora. Disfarces para invadir a privacidade das pessoas, sem que essa atitude tenha relevância. Sem contar nos chefões, esses não precisam de descrição nem filme para saber: audiência-dinheiro! audiência-dinheiro! audiência-dinheiro!

Bom, minha prece é que eu não chegue nunca a loucura de tratar as pessoas como fantoches através da "máscara jornalística". É abrupta a forma como alguém se torna tão... pequeno, perigoso e mesquinho quando perde a noção dos limites (AH, NO FILME O PERSONAGEM NÃO É FORMADO, NÃO ESTUDOU!! Te lembra alguma decisão do STF?? A mídia na mão de qualquer um que se diz/se faz de jornalista). Show business não tem nada a ver com jornalismo, pena que são tão poucos os que agem de acordo com isso.


Assistam, vale muito a pena. 

terminado às 16:32 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Estilo: a impressão digital através das letras

escrito em  11 de março de 2011 às 14:13 horas

Reparando no livro "O gôsto da guerra" (preciso ler outro livro logo, eu sei!) e através do último post (Reações ao Feição de Foca), aliás, através das conversas pelo messenger que me levaram a escrevê-lo eu revivi, em memória, um conselho com ares de pedido que recebi há menos de um ano, no final do primeiro semestre do ano passado.

Eu havia entregado um trabalho, e meu professor, depois de ter dado a opinião sobre o conteúdo, me surpreendeu com o conselho de que, ao longo da faculdade, eu não perdesse meu jeito de escrever. Ele disse que seria difícil,  o que não é mentira. Após essa conversa e de ter pensado um pouco, eu realmente fiquei com receio de "perder a mão" por causa do número de notícias e trabalhos acadêmicos ser bem maior que o do tempo livre para escrever o que se quer. Medo de ficar no "automático", lead lead lead!!!! Seriedade o tempo inteiro. Medo de envelhecer o que sempre me propiciou ser e dizer o que eu quisesse: a escrita.

E ah! Não é porque sou uma exímio escritora, tenho muita (MUITA) coisa para melhorar, a discussão é o singular, o peculiar, aquele jeito de escrever que lead nenhum permite. Que vai além de ser diferente e interessante, que é seu e ninguém tasca porque é impossível negar. A impressão digital através das letras.

Obs: eu gosto dos leads. Eles ajudam nossa vida, mas nem só de lead se vive. E o lazer onde fica?


terminado pouco antes das 16:23

quarta-feira, 9 de março de 2011

Reações ao Feição de Foca

Obs: este texto tem linguagem que ultraja a língua portuguesa, mas é por uma boa causa, trazer ao seu conhecimento maior veracidade sobre o que me proponho a escrever.

Obs 2: escrito em 09 de março de 2011 às 12:09

Obs 3: ocultei os nomes porque ninguém precisa ficar sabendo. Apesar de eu achar que eles mesmos acabarão se identificando. Ah! Editei uma parte de uma das conversas, mas não modifiquei uma palavra.

Dada a largada, ou nascimento (se preferir) deste que está lendo, mandei link pra uma porção de gente (minto, mandei para cinco amigos, dos quais quatro leram) pois, sem amigos ninguém vai a lugar nenhum. E é incrível como a reação das pessoas é interessante.

O primeiro disse que iria estudar, depois lia e comentava.  Maior incentivo que este, nossa! Impossível! Mas como conheço a peça faz tempo eu sei que a intenção era verdadeira. Resta saber se ele se lembrou de ver depois, ai é outra história.

Passado este, mais uma tentativa, e eis que:

Patrícia diz:
ve oq vc acha
http://feicaodefoca.blogspot.com/
Amigo 2 diz:
vou ver
legla hein
legal
puro jornalismo.
o negócio do tempo impressiona
é como se ele tivesse somente aquele momento para escrever
é legal. parece um depoimento ao vivo
é como se o leitor tivesse oportunindade de ver o momento de estalo das ideias
é uma especie de big brother dos pensamentos
rsrsrs
nos aproxima da notícia sem rodeios, sem elaboração. acho que puro.
Patrícia diz:
e o texto
q achou?
Amigo 2 diz:
achei bom.
descritivo
apinativo
opinativo
por que
chama-se feição de foca
é uma analogia ao nariz empinado
prepotência

Gostei do questionamento dele, apesar de já imaginar que iria fazê-lo. Assim como muitos devem ter esta dúvida também. Um dia escrevo algo sobre. Por enquanto, assim como disse a ele:

Patrícia diz:
isso mesmo.. se mata ai
u* dia vc descobre
husshushu
  
* um
Bom, minha terceira opinião veio depressa:

Patrícia diz:
quando puder dá uma olhada: http://feicaodefoca.blogspot.com/
Amiga 3 diz:
Uhuuu. Adorei o texto Pa!
Eu li ele inteiro...rs
Nossa, impossível não falar que não é seu...da para ver você falando...(metafóricamente)

Eu não imaginava que minhas “características textuais” fossem tão evidentes. E talvez não sejam mesmo. É que esta minha amiga por livre e espontâneo ambiente de trabalho conviveu comigo por meio ano. Elementar que ela me desmascare assim, com essa naturalidade.

Minha quarta opinião estava mais próxima, cerca de alguns poucos centímetros. A primeira pergunta foi:

- De quem é esse blog?

Eu não devia ter dito logo de cara, mas sou meio boca aberta e saiu que era meu. Ela me elogiou. E claro, meu ego inflou mais um pouquinho.

Mas nem tudo são flores caro leitor, e lembre-se: estou falando de opinião de amigos meus. Porém nem mesmo em meio a amizade a gente deixa de esbarrar em umas opiniões nem tão empolgadas assim, e se depara com um “legal”. Mas vindo de quem veio, se estivesse ruim ele não teria me negado uma de suas frases persuasivas que costuma carregar na estampa das camisetas pretas sanguinárias. Não é Zé?

terminado às 13:23 

Uma Resenha

Obs: o texto foi escrito em 8 de março de 2011 às 0:16 horas e como autora tomei a liberdade de tentar melhorá-lo durante a transcrição.


Acabo de ler o livro "O gôsto da guerra" do jornalista José Hamilton Ribeiro, que trata da guerra do Vietnã, para onde, em 1968, foi enviado como correspondente.

O que tenho a resumir sobre minha impressão final é: o li em uma semana. Hoje, aliás, ontem (7/3) eu praticamente engoli as páginas, tamanho o impacto do documento e trabalho jornalístico prestado e escrita tão crítica e fina que envolve o leitor.

Minha vontade neste momento é saber tudo o que se passou no Vietnã desde então. E que bom! acredito que o maior desejo de qualquer jornalista é este mesmo:  mais que a reflexão inerte, provocar, ao menos, a busca para saciar a sede instigada.

A segunda parte do livro, em que Hamilton se deteve em explanar unicamente sobre a guerra, depois de, na primeira parte, ter relatado sua vivência -ambas equivalentemente incríveis- a sensação de náusea causada pela falta de limites e absurdos relatados e que ocasionaram e mantiveram a guerra é imediata.

A ainda maior potência mundial assim como o país anteriormente colonizador do Vietnã causou opressão e sordidez aos vietnamitas. Impondo-se a base de sangue e ideologias bem tortas (desculpa esfarrapada mesmo). Sentimentos os quais, o primeiro país citado, também teve de enfrentar para conseguir sua liberdade, e mesmo assim não se vacinou contra, mas resolveu aplicar a meio mundo. É a verdadeira escória, dissimulação e nojeira do mundo.

Agora entendo o vermelho, branco, azul e estrelas da bandeira. Respectivamente sangue, falsa e hipócrita ideologia pacificadora, status de soberba igualada ao céu e seus astros.

terminado às 0:31