Acabo de ler o livro "O gôsto da guerra" do jornalista José Hamilton Ribeiro, que trata da guerra do Vietnã, para onde, em 1968, foi enviado como correspondente.
O que tenho a resumir sobre minha impressão final é: o li em uma semana. Hoje, aliás, ontem (7/3) eu praticamente engoli as páginas, tamanho o impacto do documento e trabalho jornalístico prestado e escrita tão crítica e fina que envolve o leitor.
Minha vontade neste momento é saber tudo o que se passou no Vietnã desde então. E que bom! acredito que o maior desejo de qualquer jornalista é este mesmo: mais que a reflexão inerte, provocar, ao menos, a busca para saciar a sede instigada.
A segunda parte do livro, em que Hamilton se deteve em explanar unicamente sobre a guerra, depois de, na primeira parte, ter relatado sua vivência -ambas equivalentemente incríveis- a sensação de náusea causada pela falta de limites e absurdos relatados e que ocasionaram e mantiveram a guerra é imediata.
A ainda maior potência mundial assim como o país anteriormente colonizador do Vietnã causou opressão e sordidez aos vietnamitas. Impondo-se a base de sangue e ideologias bem tortas (desculpa esfarrapada mesmo). Sentimentos os quais, o primeiro país citado, também teve de enfrentar para conseguir sua liberdade, e mesmo assim não se vacinou contra, mas resolveu aplicar a meio mundo. É a verdadeira escória, dissimulação e nojeira do mundo.
Agora entendo o vermelho, branco, azul e estrelas da bandeira. Respectivamente sangue, falsa e hipócrita ideologia pacificadora, status de soberba igualada ao céu e seus astros.
terminado às 0:31


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