quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O interior nos interiores

O ‘causo’ de uma formanda que queria chegar inteira na festa[1]

[1] Baseado em fatos reais (sempre quis escrever isso!).



Faz sentido, e acredito que o leitor há de convir que, as cidades do interior, com aquele “jeitão” ou “jeitinho” que as fazem tão características, pouco a pouco, vêm se tornando lenda.
            Porém, tenha fé no ser humano ou não, tem horas que ficamos perplexos, realmente abismados frente a algumas situações, como uma que tive o prazer de viver no último sábado, 25 de janeiro.
Acontece que eu nasci na grande São Paulo, fui criada numa destas cidades representantes do que chamamos de interior paulista e, depois que terminei o ensino médio passei a ir e voltar diariamente para a famosa Piracicaba – que, até então, eu só conhecia pelo carro da pamonha e, aliás, duvido que as daqui viessem realmente de lá.
Desde o começo me espantei com Piracicaba. Uma porque achei o sotaque dos piracicabanos bem mais carregado do que o meu (fiquei igual após quatro anos), ao mesmo tempo em que me parecia uma espécie de mini-cidade grande, se é que isso existe.
Fato é que lá tive a prova de um interior ainda existente, pude me alimentar de fé nos seres humanos, saindo do aquário blindado de que ninguém confia em mais ninguém, já que os tempos mudaram.
Sábado era a festa de formatura da minha turma. Aluguei o vestido, toda trabalhada no amarelo, montada no salto dourado, eu estava me sentindo a mais infeliz das mulheres já que, durante a viagem, um dos feixes do vestido simplesmente estourou na parte das costas.
O nervoso veio porque estes ganchinhos eram as únicas certezas de que eu estaria segura, visto que toda a parte restante das costas era aberta. Eram dois. Assim, após o acidente, eu tinha 50% a menos de tranquilidade. Sem contar que, quem – pelo amor de Deus – quer chegar à formatura maltrapilha?
Desgostosa, comecei a murmurar uns azedumes e meu pai – que jamais, e nunca poderia ser considerado assim – foi calmo o suficiente para não me xingar. Achamos o local da festa, fomos atrás de uma farmácia.
E quando a gente precisa...
Lógico que não achamos farmácia nenhuma, até porque em matéria de Piracicaba nós andamos de olhos fechados em São Paulo. Ele por ser de lá, eu por ser perdida em qualquer uma das duas.
Foi ai que meu pai avistou um carrinho de cachorro quente em frente de uma garagem. Tomando conta: duas senhoras. Era o oásis da em meio a nossa completa falta de opções.
Meu pai – espertamente e rezando para que desse certo – se aproximou com o carro. Simpático começou a contar o drama, perguntando onde ele poderia achar uma farmácia – AHAMMMMM, sei!
Ninguém perguntou o nome de ninguém. Ela não titubeou.
            – Espera um pouquinho que eu vou lá dentro pegar agulha e linha.
Era a prontidão em pessoa, se preocupando, até mesmo, em pegar a linha amarela,  da mesma cor do meu vestido. Acho que ela percebeu a farmácia que queríamos chegar.
Nós suspiramos aliviados. Meu pai não tinha me dito, mas eu percebi o que ele havia premeditado.
Cinco minutos depois eu estava na garagem dela com o braço erguido. Uma posição que se pode visualizar com a definição “cheire minha axila”. Meu pai, por gratidão, deu um embrulho que tinha no carro a ela. Não era nada demais, assim como o favor simples (e imenso) que ela tinha nos feito.
Ela ganhou uma frigideira e dois fãs.
Meu pai feliz por mim e por tê-la conhecido.
Eu ganhei minha noite de volta e um suspiro para a alma.


Após ser salva, eu e minhas amigas na festa de formatura.


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Da cidade ternura para o mundo: atleta tatuiana na seleção juvenil de vôlei

Cidade do interior, treinos semanais e sonhos compartilhados pelos representantes da cidade ternura. Tatuí que tem tradição no vôlei e foi ouro na modalidade com o time feminino e masculino na categoria sub 21 na última edição dos jogos regionais, disputadas na cidade de Itapetininga, também é berço de talentos que representam o país.
Marjorie Corrêa tem 18 anos e deu os primeiros passos no esporte nas quadras de um clube da cidade e no ginásio municipal “Araão Donizete”. Ela, que com 14 anos foi para Maringá (PR) representar o Amavolei, hoje, junto à irmã mais nova Stephanie Apolinário, está no Pinheiros (SP) time paulista com tradição na Superliga. “Tatuí foi onde tudo começou. Eu brincava de vôlei no portão da casa da minha avó com minha irmã e minhas primas. Comecei a treinar no Sesi e depois fui para o projeto (treino municipal). Iniciei minha profissão lá, aprendi a gostar de vôlei lá” diz Marjorie.
As irmãs já foram convocadas pela seleção brasileira. Ambas jogam como meio-de-rede. Stephanie na infanto-juvenil e Marjorie está na juvenil desde o ano passado. A dona da camisa catorze já participou de dois Campeonatos Sul-Americanos – o time conquistou ouro nos dois– e competiu durante nas duas últimas semanas de julho (do dia 21 ao 31) o Campeonato Mundial Juvenil de Vôlei no Peru pela Fivb (Federação Internacional de Voleibol), seu primeiro campeonato mundial em que conquistaram a medalha de prata, tendo perdido apenas o jogo final para Itália. “Por trás de um título está exatamente tudo o que ninguém vê. Os quatro meses que passamos no centro de Saquarema (RJ) treinando, ralando. Temos folga um final de semana sim outro não. Abrimos mão de tudo para nos dedicarmos aos treinos” conta Marjorie sobre a preparação para o mundial.
Sobre o desenvolvimento de Stephanie Marjorie diz que “minha irmão é meu orgulho. Quando a vejo treinando em Saquarema, parece quem eu nem estou na seleção, só ela. Stephanie esta tendo a oportunidade que eu não tive que é estar na seleção infanto - eu só fui para a juvenil (2010 e 2011) - vai ser muito bom para ela”.
Sobre a carreira ela diz ter-se dado conta de ser uma atleta profissional ainda em Maringá (PR). Disputou aos 17 anos sua primeira Superliga pelo Macaé (RJ) e agora joga pelo Pinheiros (SP). Mas o maior sonho ainda está por vir. “Me sinto realizada na seleção. Era um sonho que batalhei até conseguir. Agora tenho que ralar muito para chegar onde quero ,que é a seleção adulta” diz Marjorie.
Sobre Tatuí, quando visita a família ela sempre retorna ao antigo ginásio no qual iniciou sua paixão pelo vôlei. “Gosto de ir ao ginásio sempre que vou a Tatuí. Vejo o treino e lembro de quando comecei. Eu imagino quantas poderão ter a chance que eu tive. Tenho uma outra irmã que treina em Tatuí, converso muito com ela e algumas de suas amigas que também treinam lá. Falo que vale a pena todo o sacrifício, que elas tem que treinar muito e se dedicar sempre porque os resultados vem com o tempo” finaliza a atleta.
 **Fotos concedidas pela atleta

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"O Fantasma da Ópera": da Ópera de Paris à notícia, romance e musical. Muita Merda!

texto iniciado às 14:40 de 04 de julho de 2011

Quatro dias. Uma história de mais de 100 anos que me prendeu a atenção. Talvez valha a pena contar como sucedeu meu acaso encontro com esse livro, pensando bem foi, naturalmente, uma forma bem típica do próprio enredo que me acompanharia pelos dias a seguir: sorrateiro, de surpresa e marcante.

Terça-feira, 28 de junho. Por volta das 15h30 subo a rampa da biblioteca municipal Brigadeiro Jordão em busca de um livro em específico, um romance que virou minissérie. Desistindo da ideia, e em seguida não encontrando-o continuei andando por entre as prateleiras em busca de um título que me atraísse.

Caminhando encontro uma, duas pessoas conhecidas e nessa etapa já me perdi do outro nome que havia percorrido minha mente e eu solicitava para levar e ler após ver vários exemplares. Continuei andando.

De volta à primeira estante, chegando quase ao final, freio minhas passadas, retorno dois ou três passos. Fito e me animo. Pego-o na mão e eis: O Fantasma da Ópera de Gaston Leroux.

Dai em diante meus passos e cotidiano seriam acompanhados e tomados pelos de Erik, o Fantasma da Ópera.

***

Largando o jornalismo e voltando-se para os livros, Leurox pega o suspense como raiz. Um cenário de amor perturbado pelo sádico Erik que aterroriza não só a cantora Christine Daaé, mas também os  novos e antigos diretores da Ópera de Paris e seus empregados.

O mais interessante no livro é que logo no prólogo Leroux certifica a existência do macabro. Então, mesmo em meio a descrição de um típico romance impossível, sofrido e forte, o que paira sobre a mente é filtrar as partes do romance e tentar achar resquícios da verdade, separá-la da literatura para que, mentalmente, seja reconstruído o caso do brutal assassino.

O fato de Leroux usar de fatos reais para desenvolver romance acabou me lembrando Trumam Capote, do qual li "A Sangue Frio". Narrativas completamente distintas, Leuroux é mais sucinto além de articular uma certa magia nas mentes, aliás, trata-se de um fantasma. Capote já abriga sua narrativa nas paredes das celas e mentes confusas de uma dupla de bandidos.

O terror acabou se tornando fenômeno, no caso de Leroux através do livro, filmes e voltando a sua "casa" de origem: o teatro com o conhecido musical "O Fantasma da Ópera". Um público extenso em gênero e espaço de tempo. Muita merda!

terminado às 10:28 de 11 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A vida é amarga, mas a carga é doce

Os óculos sobrepostos tentam uma melhor 
ótica sobre o que a realidade lhe propõe 
- Prazer, Antonio Carlos.

Ele me estende a mão, nos cumprimentamos. Vamos até um salão que se assemelha a um restaurante popular, com várias mesas de madeira dispostas no espaço, cobertas por toalhas estampadas de flores.

Ele, eloquente como apenas um criado em meio político pode ser, explica com um pensamento a determinação da qual se encheu para ir embora. A verdade sobre como o ser humano se mostra: quase por completo. A porcentagem restante, única e pequena, é a que o íntimo conhece e desconhece ao mesmo tempo. A que faz um homem sair de casa.

"Hoje eu estou assim com Deus: se eu ficar 
vivo é um favor que ele me faz. Se eu não estiver, dois.”
Nos sentamos no canto perto da janela, por onde o sol  adentrava clareando o ambiente e os vários moradores que, um em cada canto, faziam sua parte descascando um por um das centenas de dentes de alho dos baldes.


Morador de rua desde 2000, já passou por muitas cidades. Alcoólatra, ex-pai de família, cinco filhos, tendo destes, quatro vivos. Foi embora dizendo que ia comprar um maço de cigarros. Nunca mais voltou.

“O amor de infância é o melhor que tem
(...) a sinceridade da infância é tocante,
uma espada (...) derruba qualquer gigante”,
diz lembrando da infância dos filhos 

Aos 55 anos de idade, Antonio Carlos inicia explicando os vários costumes que um morador de rua pode adotar. Ele é o do estilo cíclico, já passou pelas ruas e agora está na Casa de Apoio aos Irmãos de Rua na cidade de Tatuí, sudoeste de São Paulo. Cíclico pois alterna sua estadia da Casa para as ruas ou outra instituição.

O abrigo é cheio, mas quase não se ouve vozes. Enquanto  a entrevista prossegue e a  câmera é pega  para algumas fotos,  alguns olhos desconfiados, de não moradores de rua, vigiavam fixa e duramente. Já os moradores, pareciam nem notar a movimentação incomum.


Veio de São Paulo, cidade na qual tinha uma vida financeira razoável quando comparada a de Bill Gates, que, para seu Antonio, é quem tem uma vida boa. Ele passou por dificuldades judiciais que tiraram seu nome do mercado de trabalho. Exercia engenharia civil pela Prefeitura de São Paulo e teve seus direitos como profissional caçados.


Alguns moradores de rua almoçam 
enquanto seu Antonio Carlos segue 
até seus projetos. No caminhão, 
a frasetraduz as emudecidas e
 solitárias faces : "A vida é amarga,
mas a carga é doce."








Junto aos transtornos do processo e o desemprego, procurou vender seus projetos para escritórios de engenharia, já que não podia os assinar. Neste contexto, o convívio familiar foi modificando e os problemas surgindo.

Um viajante. “Quando você 
não tem um lugar para voltar, 
automaticamente, 
se é um viajante” 

Já na rua, ele subsistia com pequenas prestações de serviço e vivia junto à mãe que estava doente. Compartilhavam o alcoolismo.

Após a morte da mãe, seu Antonio passou 
por diversas cidades até chegar, por meio do ex-cunhado, à Tatuí. Abrigado em um lar administrado por instituição evangélica ele preferiu sair e seguiu à Casa de Apoio aos Irmãos de Rua, lugar para onde voltou recentemente após uma temporada no estado do Rio Grande do Norte.




Ele se debruça sobre a planta. Esta é a
parte da entrevista em que mais
gesticula, explicando
parte a parte do projeto
Analisando as decisões que mudaram o curso de sua vida, ele não se arrepende. Continua trabalhando, inclusive para a Casa de Apoio, planta a qual mostra e explica as mudanças e procedimentos.


Sem contato com a família e sem perspectivas, ele diz que o maior amor que teve na vida foi por seus filhos na faixa do zero aos sete anos, e que hoje tem amor a cada coisa que faz. Mas é nítido ao que tem mais paixão: aos projetos.






A entrevista que fiz com seu Antonio Carlos foi muito marcante para mim. Essa é uma das minhas reportagens mais difíceis de terminar por questões técnicas até hoje, mas valeu muito a pena.  Escrita para a matéria  de Jornalismo na Internet I essa reportagem deveria estar e deverá ser publicada no site Sou Repórter
Link da reportagem para o site Sou Repórter: http://soureporter.com.br/?p=1046 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Concurso nacional literário de contos, crônicas e poesias Paulo Setúbal

Essa entrevista foi feita para a matéria de Radiojornalismo I.  Informa sobre o concurso nacional de literatura promovido pela cidade de Tatuí e contém entrevista com Sueli Aduan, ex-jurada do concurso.
As inscrições encerram nessa sexta, 15 de julho.


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pelo riso e a chaga: jornalismo e design se unem num casamento – quase – perfeito

 Esta reportagem  foi escrita em 16 de junho de 2011 como prova da matéria Técnica de Reportagem, Entrevista  e Pesquisa Jornalística I, ministrada pela Profª Drª Ana Maria Cordenonssi .
Obs: evidente que eu só a publico porque o resultado foi positivo, me rendendo um A e  uma paz interior após dias de consternação profunda (que exagero, mas estava preocupada sim).
Obs 2: Uma reportagem sobre o Salão Universitário de Humor de Piracicaba edição 2011. Procurei corrigir os erros apontados pela professora, mas não sei se lembrei de todos.  Porém sem aflições! (Por milagre) Eu tirei A, não?! Então não é nenhum erro escabroso que talvez tenha vazado. 
Tenho dito. xP

Risadas, sátiras, críticas e mensagens. Uma mistura de cores, formas, ideias, traços e talentos. Uma arte que busca, além da qualidade visual, a reflexão sobre temas diversos. Preenchem nosso dia a dia nas páginas dos periódicos, marcam a história. O Salão Internacional de Humor de Piracicaba começou em uma época em que a censura reinava e os cartunistas queriam dizer e fazer muito, mas não era graça.

No ano de 2011, o salão passa por sua 19ª edição. Entre a programação de abertura aconteceu a mesa redonda “Humor Gráfico, Design e Jornalismo” com participação de cartunistas de alguns dos veículos da comunicação brasileira de maior abrangência. Eduardo Baptistão, 20 anos no jornal O Estado de S. Paulo, Dalcio Machado, da revista Veja e maior vencedor brasileiro em concursos para desenhistas por todo o mundo e Gustavo Duarte, há 11 anos no jornal O Lance.

Salão enchendo. As cadeiras verdes abrigavam os diversos convidados, alunos, concorrentes e jurados do concurso. O Salão Universitário de Humor, simultâneo ao Salão Internacional de Humor de Piracicaba, deu seu veredito na noite de sexta-feira, 10 de junho, após o debate. As luzes se apagaram e os vencedores foram conhecidos pela plateia, que desenho após desenho, sazonalmente reagia com risadas e interpretações sobre as mensagens que os desenhos passavam através do silêncio causado pelo deslumbre ou pelo impacto das críticas.

Na anunciação do vencedor da categoria meio ambiente do Centro Cultural Martha Watts, Camilo Riani, coordenador do Salão Universitário de Humor da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) desvenda:

- O prêmio é do... como é que é...? Saman Ahmadi do Irã!

A crítica atravessa fronteiras. Fronteiras tais que podem estar mais perto que o Irã, aliás. Questionados sobre a “tática” de burlar os fiscalizadores da ditadura usada pelos cartunistas do jornal O Pasquim, os convidados argumentam e fazem afirmativas sobre a necessidade de “maquiar” as charges para evitar problemas.

- Há sim como passar a mensagem e se fazer entender para o leitor sem dar nome aos bois para evitar processo. Dá muito trabalho, é bem mais difícl de fazer, declarou Gustavo Duarte.

Tema constante no debate, o limite e o bom senso foram destacados pelos cartunistas como necessário, mas algo adquirido ao passar do tempo. Porém a maior utilidade para essa sensibilidade não é o medo, mas o respeito a situações complexas, que mexem com o sofrimento de terceiros. A crítica à política deve ser feita constantemente. Dinâmica e, infelizmente, com muito repertório ela pede bastante do cartunista e surpreende também.

- Eu fiquei muito feliz quando vi o espaço da charge e principalmente por não ter nada escrito, apenas o desenho. Não esperava, diz Dalcio Machado a respeito do destaque dado a uma charge do ex-presidente Lula feita por ele que foi capa na revista Veja na edição da última semana de setembro de 2006.

Com algumas críticas aos jornalistas, eles, que também contribuem para a construção de uma sociedade mais reividicadora, consciente e participativa, reclamam seu espaço.

- Muitas vezes o jornalista me chama e começa a falar sobre as ideias dele para a ilustração da matéria. Algumas coisas não dão para fazer, ficam feias ou não darão certo com a diagramação e alguns não aceitam opinião, mas é claro que, como toda profissão, existem os mais bacanas, afirma Baptistão.

Ligados ao jornalismo, os cartunistas não se veem fazendo outra coisa. Mas se caso não tivessem abraçado essa profissão seriam jornalistas, talvez? Eduardo Baptistão confessa que seu primeiro vestibular foi para jornalismo, mas no fundo não teria como seguir a profissão.

- Eu desenho no barulho da redação, não sei como vocês jornalistas conseguem escrever, declara Baptistão.

E o casamento entre o design e jornalismo fica por esses termos, entre os tapas e os beijos, cutucando e causando o debate na sociedade, assim como se preza um bom jornalismo, através da crítica por várias formas. Aliada ao riso para, muitas vezes, não chorar.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Final do final de semestre: poucas coisas trazem tanta paz

Obs: esqueci de ver quando comecei, é a demora de novos posts que faz isso, mas foi agora de pouco.

Há quem reclame das mais rotineiras coisas, porém o que são essas circunstâncias perto do desespero que assola um universitário que sabe que os junhos e novembros dos próximos anos JAMAIS serão os mesmos?

Não há maneira de dizer o que é o efeito ressoante, persistente e desolador que a ameaça das letras D e P juntas trazem a esse pobre cidadão que está à procura de uma profissão. Sensação de desconforto que não passa com conversas ou "Eno, alívio já!". É mais profundo que isso, já que a pobreza grita alto em nós ao ponto que se a mensalidade já é o CÃO, uma DP é um buraco que leva para debaixo da terra nosso sonho de terminar o mais rápido possível a faculdade.

Porém estudantes, o que dizer de um ser humano que faz uma viagem de Piracicaba – Tatuí, 80 km, berrando “AEWWW!!” ?? “Pane no sistema” de Pitty, talvez? Nananina.. é o último dia de aula para alguém que de forma impressionante escapou da própria neurose e pelo próximo mês não passará 3h dentro de um ônibus. É o fim do fim do semestre! Melhor que muita coisa e menos pior que tantas outras...

terminado às 14:28 de 04 de julho de 2011