terça-feira, 23 de agosto de 2011

Da cidade ternura para o mundo: atleta tatuiana na seleção juvenil de vôlei

Cidade do interior, treinos semanais e sonhos compartilhados pelos representantes da cidade ternura. Tatuí que tem tradição no vôlei e foi ouro na modalidade com o time feminino e masculino na categoria sub 21 na última edição dos jogos regionais, disputadas na cidade de Itapetininga, também é berço de talentos que representam o país.
Marjorie Corrêa tem 18 anos e deu os primeiros passos no esporte nas quadras de um clube da cidade e no ginásio municipal “Araão Donizete”. Ela, que com 14 anos foi para Maringá (PR) representar o Amavolei, hoje, junto à irmã mais nova Stephanie Apolinário, está no Pinheiros (SP) time paulista com tradição na Superliga. “Tatuí foi onde tudo começou. Eu brincava de vôlei no portão da casa da minha avó com minha irmã e minhas primas. Comecei a treinar no Sesi e depois fui para o projeto (treino municipal). Iniciei minha profissão lá, aprendi a gostar de vôlei lá” diz Marjorie.
As irmãs já foram convocadas pela seleção brasileira. Ambas jogam como meio-de-rede. Stephanie na infanto-juvenil e Marjorie está na juvenil desde o ano passado. A dona da camisa catorze já participou de dois Campeonatos Sul-Americanos – o time conquistou ouro nos dois– e competiu durante nas duas últimas semanas de julho (do dia 21 ao 31) o Campeonato Mundial Juvenil de Vôlei no Peru pela Fivb (Federação Internacional de Voleibol), seu primeiro campeonato mundial em que conquistaram a medalha de prata, tendo perdido apenas o jogo final para Itália. “Por trás de um título está exatamente tudo o que ninguém vê. Os quatro meses que passamos no centro de Saquarema (RJ) treinando, ralando. Temos folga um final de semana sim outro não. Abrimos mão de tudo para nos dedicarmos aos treinos” conta Marjorie sobre a preparação para o mundial.
Sobre o desenvolvimento de Stephanie Marjorie diz que “minha irmão é meu orgulho. Quando a vejo treinando em Saquarema, parece quem eu nem estou na seleção, só ela. Stephanie esta tendo a oportunidade que eu não tive que é estar na seleção infanto - eu só fui para a juvenil (2010 e 2011) - vai ser muito bom para ela”.
Sobre a carreira ela diz ter-se dado conta de ser uma atleta profissional ainda em Maringá (PR). Disputou aos 17 anos sua primeira Superliga pelo Macaé (RJ) e agora joga pelo Pinheiros (SP). Mas o maior sonho ainda está por vir. “Me sinto realizada na seleção. Era um sonho que batalhei até conseguir. Agora tenho que ralar muito para chegar onde quero ,que é a seleção adulta” diz Marjorie.
Sobre Tatuí, quando visita a família ela sempre retorna ao antigo ginásio no qual iniciou sua paixão pelo vôlei. “Gosto de ir ao ginásio sempre que vou a Tatuí. Vejo o treino e lembro de quando comecei. Eu imagino quantas poderão ter a chance que eu tive. Tenho uma outra irmã que treina em Tatuí, converso muito com ela e algumas de suas amigas que também treinam lá. Falo que vale a pena todo o sacrifício, que elas tem que treinar muito e se dedicar sempre porque os resultados vem com o tempo” finaliza a atleta.
 **Fotos concedidas pela atleta

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

"O Fantasma da Ópera": da Ópera de Paris à notícia, romance e musical. Muita Merda!

texto iniciado às 14:40 de 04 de julho de 2011

Quatro dias. Uma história de mais de 100 anos que me prendeu a atenção. Talvez valha a pena contar como sucedeu meu acaso encontro com esse livro, pensando bem foi, naturalmente, uma forma bem típica do próprio enredo que me acompanharia pelos dias a seguir: sorrateiro, de surpresa e marcante.

Terça-feira, 28 de junho. Por volta das 15h30 subo a rampa da biblioteca municipal Brigadeiro Jordão em busca de um livro em específico, um romance que virou minissérie. Desistindo da ideia, e em seguida não encontrando-o continuei andando por entre as prateleiras em busca de um título que me atraísse.

Caminhando encontro uma, duas pessoas conhecidas e nessa etapa já me perdi do outro nome que havia percorrido minha mente e eu solicitava para levar e ler após ver vários exemplares. Continuei andando.

De volta à primeira estante, chegando quase ao final, freio minhas passadas, retorno dois ou três passos. Fito e me animo. Pego-o na mão e eis: O Fantasma da Ópera de Gaston Leroux.

Dai em diante meus passos e cotidiano seriam acompanhados e tomados pelos de Erik, o Fantasma da Ópera.

***

Largando o jornalismo e voltando-se para os livros, Leurox pega o suspense como raiz. Um cenário de amor perturbado pelo sádico Erik que aterroriza não só a cantora Christine Daaé, mas também os  novos e antigos diretores da Ópera de Paris e seus empregados.

O mais interessante no livro é que logo no prólogo Leroux certifica a existência do macabro. Então, mesmo em meio a descrição de um típico romance impossível, sofrido e forte, o que paira sobre a mente é filtrar as partes do romance e tentar achar resquícios da verdade, separá-la da literatura para que, mentalmente, seja reconstruído o caso do brutal assassino.

O fato de Leroux usar de fatos reais para desenvolver romance acabou me lembrando Trumam Capote, do qual li "A Sangue Frio". Narrativas completamente distintas, Leuroux é mais sucinto além de articular uma certa magia nas mentes, aliás, trata-se de um fantasma. Capote já abriga sua narrativa nas paredes das celas e mentes confusas de uma dupla de bandidos.

O terror acabou se tornando fenômeno, no caso de Leroux através do livro, filmes e voltando a sua "casa" de origem: o teatro com o conhecido musical "O Fantasma da Ópera". Um público extenso em gênero e espaço de tempo. Muita merda!

terminado às 10:28 de 11 de julho de 2011