texto iniciado às 14:40 de 04 de julho de 2011
Quatro dias. Uma história de mais de 100 anos que me prendeu a atenção. Talvez valha a pena contar como sucedeu meu acaso encontro com esse livro, pensando bem foi, naturalmente, uma forma bem típica do próprio enredo que me acompanharia pelos dias a seguir: sorrateiro, de surpresa e marcante.
Terça-feira, 28 de junho. Por volta das 15h30 subo a rampa da biblioteca municipal Brigadeiro Jordão em busca de um livro em específico, um romance que virou minissérie. Desistindo da ideia, e em seguida não encontrando-o continuei andando por entre as prateleiras em busca de um título que me atraísse.
Caminhando encontro uma, duas pessoas conhecidas e nessa etapa já me perdi do outro nome que havia percorrido minha mente e eu solicitava para levar e ler após ver vários exemplares. Continuei andando.
De volta à primeira estante, chegando quase ao final, freio minhas passadas, retorno dois ou três passos. Fito e me animo. Pego-o na mão e eis: O Fantasma da Ópera de Gaston Leroux.
Dai em diante meus passos e cotidiano seriam acompanhados e tomados pelos de Erik, o Fantasma da Ópera.
Caminhando encontro uma, duas pessoas conhecidas e nessa etapa já me perdi do outro nome que havia percorrido minha mente e eu solicitava para levar e ler após ver vários exemplares. Continuei andando.
De volta à primeira estante, chegando quase ao final, freio minhas passadas, retorno dois ou três passos. Fito e me animo. Pego-o na mão e eis: O Fantasma da Ópera de Gaston Leroux.
Dai em diante meus passos e cotidiano seriam acompanhados e tomados pelos de Erik, o Fantasma da Ópera.
***
Largando o jornalismo e voltando-se para os livros, Leurox pega o suspense como raiz. Um cenário de amor perturbado pelo sádico Erik que aterroriza não só a cantora Christine Daaé, mas também os novos e antigos diretores da Ópera de Paris e seus empregados.
O mais interessante no livro é que logo no prólogo Leroux certifica a existência do macabro. Então, mesmo em meio a descrição de um típico romance impossível, sofrido e forte, o que paira sobre a mente é filtrar as partes do romance e tentar achar resquícios da verdade, separá-la da literatura para que, mentalmente, seja reconstruído o caso do brutal assassino.
O fato de Leroux usar de fatos reais para desenvolver romance acabou me lembrando Trumam Capote, do qual li "A Sangue Frio". Narrativas completamente distintas, Leuroux é mais sucinto além de articular uma certa magia nas mentes, aliás, trata-se de um fantasma. Capote já abriga sua narrativa nas paredes das celas e mentes confusas de uma dupla de bandidos.
O terror acabou se tornando fenômeno, no caso de Leroux através do livro, filmes e voltando a sua "casa" de origem: o teatro com o conhecido musical "O Fantasma da Ópera". Um público extenso em gênero e espaço de tempo. Muita merda!
terminado às 10:28 de 11 de julho de 2011
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