sexta-feira, 18 de março de 2011

Realidade: mercadoria do teatro sensacionalista. Jornalismo marrom, uma vergonha

escrito às 16:16 de 16 de março de 2011
Obs:  As fotos são dessa  qualidade inenarrável porque eu tirei enquanto assistia o filme
  

Um filme muito bom, eu não imaginava o tanto. Penso que meu impacto é causado por, de certa forma, eu fazer parte do mundo que retrata "Mad City", no Brasil trabalhado como O Quarto Poder. 



Bem, primeiro vamos nos contextualizar. Estava eu em mais um dia de boa da minha vida. Fui para a faculdade. Chegando lá, passado um pouco de tempo, um amigo meu me conta que a professora sem voz tentou falar com ele. Nosso balanço final: não vai ter aula. No final das contas a professora foi dublada por uma aluna (foi muito hilário). Mas a verdadeira ideia deste parágrafo é dizer que foi uma baita de uma aula. Ela escreveu que prestássemos atenção no jornalista em questão, interpretado por Dustin Hoffmann, e acredito que isto tenha me aguçado mais para perceber as coisas.

O filme é bem objetivo e infelizmente realista. Logo no início, naquela fase de apresentação de local e personagens, os equipamentos, como câmera e microfone, são mostrados por partes, fazem barulho como gatilhos. 

-É essa a intenção. 

Me disse uma amiga quando comentei a cena bélica. E não é apenas no filme, que todo aquele equipamento, é uma arma.



Ao longo do filme, que eu não vou contar (ha-ha!), uma estagiária simples vira uma carniceira sensacionalista, o mais "justo" na verdade era um omisso e não levava em consideração o interesse público, a estrela americana do jornalismo retratada no filme é um biltre e o principal só acorda para descobrir o quão pulha é quando perde o posto, o holofote, o prestígio, o dinheiro e enxerga a sujeira tão semelha nos "colegas" de emissora. Disfarces para invadir a privacidade das pessoas, sem que essa atitude tenha relevância. Sem contar nos chefões, esses não precisam de descrição nem filme para saber: audiência-dinheiro! audiência-dinheiro! audiência-dinheiro!

Bom, minha prece é que eu não chegue nunca a loucura de tratar as pessoas como fantoches através da "máscara jornalística". É abrupta a forma como alguém se torna tão... pequeno, perigoso e mesquinho quando perde a noção dos limites (AH, NO FILME O PERSONAGEM NÃO É FORMADO, NÃO ESTUDOU!! Te lembra alguma decisão do STF?? A mídia na mão de qualquer um que se diz/se faz de jornalista). Show business não tem nada a ver com jornalismo, pena que são tão poucos os que agem de acordo com isso.


Assistam, vale muito a pena. 

terminado às 16:32 

2 comentários:

  1. É, o filme é interessante, mesmo que um pouco exagerado. Né, a menina estagiária muda totalmente de comportamento em... 3 dias. Lógico. Todo mundo faz isso. Mas no geral, bom filme.

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  2. QUERO MUITO ASSISTIR ESSE FILME
    Passaram ele na Cásper e depois um professor fez uma análise do filme. Mas, infelizmente, eu perdi esse episódio. O que me resta é assistir sozinho e tirar minhas própoias conclusões.

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